Como calcula
Como o app calcula distância, área e trilha pelo GPS
Cada número que o app mostra tem um método, e ele está aqui.
Quem assina laudo precisa saber de onde o número veio. Esta página descreve o cálculo de cada medida do ForestMap e o que ele faz de propósito. As fórmulas escritas, com variáveis e referências, estão na documentação técnica.
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Distância e perímetro
Toda distância que o app mostra, salva ou exporta, seja o comprimento de uma trilha, o perímetro de uma área ou a distância entre dois pontos, é calculada pelo método de Vincenty sobre o elipsoide WGS-84. Não é linha reta no plano nem esfera simplificada.
O calculador é declarado no código do app, não herdado da biblioteca. Isso existe por um motivo: uma atualização de biblioteca que trocasse o método mudaria todas as distâncias do app em cerca de 0,6% sem ninguém perceber. Um teste automático impede que isso volte a acontecer.
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Área
A área de um polígono é calculada sobre o elipsoide, pelo método da latitude autálica (Snyder), o mesmo que o PROJ e o PostGIS usam. Cada vértice é levado para a esfera de área equivalente ao GRS80 antes da soma. O resultado coincide com a área geodésica do QGIS sobre SIRGAS 2000, que é o que o laudo confere, dentro de 0,1%.
O sentido do percurso não importa: horário ou anti-horário dão o mesmo valor. Polígono com furo tem a área do furo descontada. Um furo maior que o contorno externo, que só acontece em arquivo inconsistente, devolve zero, nunca área negativa.
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Ponto com média
O GPS calcula dezenas de posições por minuto e cada uma é um pouco diferente. Marcar um ponto num toque salva a posição daquele instante. O ponto com média junta as leituras de um tempo parado e calcula uma posição só, em três passos:
- a mediana das leituras localiza o centro;
- as leituras que fogem da curva são descartadas, pelo desvio absoluto mediano (MAD);
- as que sobram entram numa média ponderada pela exatidão, com peso igual a 1 dividido pela exatidão ao quadrado.
A folha mostra ao vivo quantas leituras entraram, a exatidão estimada e a dispersão. Você confere e decide: salvar, repetir ou descartar. A altitude e a velocidade também saem como média das leituras usadas.
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Rastreio: o que entra e o que fica de fora
A regra que organiza os filtros: por padrão, só se descarta o que não aconteceu. Um filtro vem ligado de fábrica e os demais são opções:
- GPS falso (ligado). Leitura de app de localização simulada não entra na trilha.
- Descartar saltos do GPS (opção, desligado). Quando ativo, um salto que exigiria mais de 25 km/h é conferido contra a velocidade que o próprio chip do GPS mede (Doppler). Carro de verdade passa; salto sem movimento real fica de fora. Caminhada no mato, por mais lenta, passa inteira.
O teto de 50 m de exatidão foi definido por medição, não por opinião: num rastreio real de 3h35 e 1.271 pontos, 50 m não abriu nenhuma lacuna em trecho com movimento confirmado, enquanto 16 m abriu doze lacunas e deixou 13 minutos sem gravar.
"Pausar quando parado", "Suavizar" e "Usar só satélite" também vêm desligados. Pausar quando parado existe como opção para carro e trilha aberta, porque sob copa ele apaga passos curtos reais, e passo apagado não volta.
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O que é gravado e o que é só desenho
A trilha, a medição e a navegação usam o ponto cru do GPS: latitude, longitude, altitude, exatidão e hora exatamente como o aparelho entregou. É isso que vai para o arquivo e para o pacote exportado.
O que você vê na tela pode ser diferente do que está gravado, de propósito. O marcador desliza suavemente entre uma leitura e outra, e a linha ganha um "rabo elástico" até o próximo ponto. Isso é só animação. Nenhum ponto da trilha salva passa por suavização.
O mesmo critério de exatidão vale para o marcador ao vivo e para a gravação: o teto é uma constante só, e um teste impede os dois de divergirem.
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Foto com carimbo
O carimbo é gravado na própria imagem, não em arquivo à parte. Ele traz data e hora, nome do projeto, nome do arquivo, coordenada em graus, minutos e segundos, exatidão do GPS, altitude, o rastreio em andamento e um recorte do mapa marcando onde a foto foi tirada. Rumo e endereço entram quando o aparelho os tem.
O instante é o do GNSS, convertido para a hora local do aparelho. O arquivo mantém o nome com data e hora para bater com o carimbo.
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O pacote exportado
Rastreio, pontos, áreas, fotos e inventário saem em formatos que abrem no computador: GeoPackage, shapefile e, no pacote ZIP, KML, GPX e a planilha do inventário. Na planilha de inventário, a área da unidade é lida da própria planilha; uma unidade sem área informada sai como "não avaliado".
O pacote é montado em partes e só vira ZIP quando está completo. Se a exportação for interrompida, não sobra arquivo parcial para enganar ninguém.
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Inventário florestal
O inventário do ForestMap nasceu do censo para plano de manejo e cresceu para os outros tipos. Na criação, você escolhe a finalidade (plano de manejo, supressão, diagnóstico ambiental ou tipologia), o bioma (floresta, cerrado ou transição) e o modo: censo 100%, amostral ou contínuo. A escolha define o que o app pede em cada árvore e como ele soma.
O que vai na ficha de cada árvore. Plaqueta, espécie (lista no aparelho, com autocompletar), CAP em centímetros, altura (total ou comercial, conforme o inventário), qualidade do fuste, situação no plano e fotos. Árvore com mais de um fuste abaixo de 1,30 m recebe a CAP de cada fuste; o app calcula a CAP equivalente que conserva a área basal, raiz da soma dos quadrados, em vez de somar as CAPs, que inflaria o volume.
Como o volume é calculado. Área basal g = (π/4) · (DAP/100)². Volume com casca V = g · H · f, com o fator de forma configurável por inventário. Volume sem casca = volume com casca × (1 − desconto de casca). Árvore sem altura entra na contagem e fica fora da soma de volume, com aviso no resumo.
O que o GPS grava em cada árvore. Exatidão, dispersão e número de leituras da média no momento da marcação, satélites em uso, se a hora veio do GNSS ou do relógio do aparelho, e se a posição veio de GPS falso. Tudo isso sai por árvore na exportação, para quem for conferir.
Amostragem. No modo amostral, cada parcela tem forma retangular (largura × comprimento) ou circular (π · raio²), com área medida em campo quando diferente da nominal. A amostragem casual simples tem o cálculo agregado pronto, com correção para população finita quando você informa o número total de parcelas. Os outros delineamentos entram só como registro; o cálculo estatístico no app, hoje, é o da casual simples.
O que sai no resumo. Volume por espécie e por talhão, área basal, intensidade de exploração em m³/ha sobre a área líquida informada e projeção de estoque pelo ciclo de corte. O painel do app e a planilha exportada somam as mesmas fórmulas por árvore, e um teste impede que os dois divirjam.
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